Eu digo querido, é bem normal sofrer com tantas dúvidas de infelicidade futura, eu falo isso, com até um certo conhecimento de causa, pois tantos dias já passei com todos os pensamentos e dúvidas que agora te agarram e não saem da sua cabeça de menino rebelde que luta tanto por essa causa, que você ainda não descobriu bem ao certo qual será ela. Sabe mais de uma coisa? Isso tudo te faz forte, porque põe pra fora os teus medos e todos seus anseios por uma vida diferente ou até mesmo mais intensa do que esse marasmo chato em que estamos acostumados a viver.
Sabia também que você se tornou um velho romântico com todas essas suas contadas desventuras? E que por mais que você diga o contrário, que eu sei que você vai dizer, eu também sei e você também sabe, que nada mais do que você faça me fará mudar essa impressão causada por todo essa alvoroço sentimental que você tanto conta? E é justamente nesse ponto que mora a famosa intensidade de vida que tanto queremos.
A vida é assim, uns dias amamos demais, sofremos demais, fazemos tudo demais, até chegar a hora que tudo de menos acontece, a velha história do oito ou oitenta, onde nunca existe um meio termo ou uma meia reviravolta.
E justamente hoje, que de tanta saudades eu volto a dizer, sabe o que? Que a nossa vida é intensa sim, porque os nossos sentimentos diários fazem dela diferente a cada dia ou até mesmo minuto, porque tudo que vivemos faz parte dessa louca história que todo dia contamos aqui e que compõe todas as histórias que recordamos e até as que outras pessoas se recordam por nós, e é ai que mora essa intensidade, nessa vida que tanto insistimos em dizer que é sem graça, sem sentido e banal.
Por isso meu bem, muda a intensidade, dá uma virada em tudo e sai do triste pra ficar feliz, porque ser feio assim e triste é tristeza demais pra uma vida chata só.
=*
V E R S O S P E R D I D O S
quarta-feira, 20 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Soneto da imputabilidade
Das vidas que nunca tive
dos personagens que já vivi
te tornaste a lembrança que mais agride
o caminho que pretendo seguir
Dos livros que já lera
e da música que já ouvi
não sentirá jamais o que vivera
com o meu amor dado a ti
Do coração que partira outrora
do único amor força motriz
agora é chegada tua hora
de nunca mais serdes feliz
Agora tuas lágrimas de desespero
inundam o peito de emoção
sabe-se lá egoísmo, medo da solidão?
Das vidas que nunca tive
das músicas que já ouvi
julgado, sentenciado culpado, jamais serei feliz.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
NOTA PARA NÃO DEIXAR DE ESCREVER
"Felizes daqueles que usam de seus desamores pra escreverem
seus nomes nas páginas da história, frente à insatisfações e recordações sem
fim. Embebedemo-nos com o cachorro engarrafado, e choremos em letras, fins
previsíveis. Porque a dor chega a dar prazer, e é disso que as pessoas gostam.”
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Motivo, Riso, Sorriso.
E o meu primeiro sorriso do dia, foi dado há segundos atrás e a sinceridade dele, me assustou.
Me assustou por vários motivos distintos, o primeiro seria pelo simples fato de que já fazia um bom tempo que não conseguia ter essa plenitude de espirito e mente que percebi ao rir e o outro foi pelo motivo desse riso, desse encanto que não deveria, pela lógica, existir.
O que fez tudo isso, seriam versos não ensaiados e palavras guardadas ou quase esquecidas e nunca entregues e muito menos lembradas. E agora estou eu aqui, tentando escrever a real verdade disso tudo, escutando o velho e bom Jack, que foi o único homem depois do meu pai que nunca me abandonou e folheando alguns dos poucos textos reais que já escrevi, e sim, cheguei a diversas conclusões ensaiadas, claro.
Uma delas é que nada que eu insista em fazer que realmente não me dê prazer, brilho, fascinação, admiração e encanto, vale realmente o esforço. Por mais que saia bem feito, não contribuiu pra minha evolução, pra minha satisfação mental e espiritual. É como se vivêssemos sempre esperando aquele nosso sonho acontecer, aquele emprego, amor ou satisfação pessoal tão desejada, é como se o que estamos vivendo não fosse realmente suficiente para nos deixar plenamente feliz, e viver sem felicidade, seria o pior dos fins.Isso é fato, meu caro.
A Segunda, seria de que pessoas realmente possuem o poder de nos surpreender, você nunca se assustou por alguma atitude, lembrança, cuidado ou admiração vindo de alguma pessoa que você não tem tanto contato, que não fala há algum tempo ou que simplesmente nunca chegou a ser realmente seu amigo? E ao mesmo tempo, aquele nosso velho amigo parceiro de todas as horas, chega e te surpreende por não fazer com lealdade algo que se fosse você faria? É, realmente é como eu disse no inicio, as pessoas realmente possuem esse super poder, e não adianta criticar quem faz errado ou se achar totalmente vitima disso tudo, sabe porque? Simplesmente pelo fato óbvio de que um dia- ou seriam vários dias?- você já foi essa outra pessoa, foi você que decepcionou ou que surpreendeu de forma mágica alguém.
Os outros tantos fatos, eu guardei na minha caixinha mágica pra falar depois, mas apenas uma última que me caberia destacar seria a importância de conseguir fazer com surpresa e prazer essa minha repentina e absolutamente improvável volta ao meu Bloco De Notas para continuar escrevendo essas tantas coisas
de sorrisos, felicidade, espanto, momentos e pessoas. Tudo isso sim, vale realmente o brilho e a satisfação de cada uma dessas letras, velhas e loucas.
Minha paz e a minha plenitude, agora se encontram aqui.
=D
CIGARRO
A cada suspiro faz-se mais vibrante a minha lucidez.
É como desfrutar alguns segundos de instantes como se fossem a eternidade, frente ao frenesi da palpitação desse gosto doce de nicotina na boca.
Platônico.
Da fumaça fazem-se lembranças, que restam em solidão e vontade de se querer mais.
E mais.
Onde repousa toda a dor.
...
Quanto tempo demora pra queimar toda essa palha? Pra esvair-se o vapor que polui teus devaneios?
Em resposta: leva o tempo do teu fôlego.
A cada suspiro faz-se mais vibrante a minha lucidez.
É como desfrutar alguns segundos de instantes como se fossem a eternidade, frente ao frenesi da palpitação desse gosto doce de nicotina na boca.
Platônico.
Da fumaça fazem-se lembranças, que restam em solidão e vontade de se querer mais.
E mais.
Onde repousa toda a dor.
...
Quanto tempo demora pra queimar toda essa palha? Pra esvair-se o vapor que polui teus devaneios?
Em resposta: leva o tempo do teu fôlego.
Acabou o cigarro, e com ele, o meu amor...
quinta-feira, 15 de abril de 2010
- Início.
Tudo se renova e mais uma vez estou tentando escrever o que me extrapola a mente e os sentidos;
Não tenho nada definido como certo na vida ou um futuro que tem todos os detalhes que sonhei, não sei como funcionará ou se o que sonho hoje daqui há alguns será real ou até melhor do que penso ou não.
Já fazem uns tantos meses ou quase um ano que não ousava escrever uma palavra sequer dos meus pensamentos exagerados que já estavam por me consumir a mente ou até a alma; Sinto falta das palavras que me vinham como ondas fortes e desesperadas por consumirem a areia, como forma de expressão e de entendimento das confusões diárias que sempre me assolaram e que agoram insistem em perdurar.
E ao lembrar dos meus dias em que escrevia aquela poesias que sempre me roubavam sorrisos de lembranças e de satisfação, me entristeço por não conseguir mais fazê-las e até mesmo lembrar de cada uma.
Adquiri novas metas ultimamente, e uma delas será a tentativa, espero que não seja frustrada, de voltar aos velhos tempos em que tudo era bem mais definido em letras, palavras e rimas que alegravam minhas horas com seus devidos segundos.
Acho que é um certo desabafo, que seja então.
Não tenho nada definido como certo na vida ou um futuro que tem todos os detalhes que sonhei, não sei como funcionará ou se o que sonho hoje daqui há alguns será real ou até melhor do que penso ou não.
Já fazem uns tantos meses ou quase um ano que não ousava escrever uma palavra sequer dos meus pensamentos exagerados que já estavam por me consumir a mente ou até a alma; Sinto falta das palavras que me vinham como ondas fortes e desesperadas por consumirem a areia, como forma de expressão e de entendimento das confusões diárias que sempre me assolaram e que agoram insistem em perdurar.
E ao lembrar dos meus dias em que escrevia aquela poesias que sempre me roubavam sorrisos de lembranças e de satisfação, me entristeço por não conseguir mais fazê-las e até mesmo lembrar de cada uma.
Adquiri novas metas ultimamente, e uma delas será a tentativa, espero que não seja frustrada, de voltar aos velhos tempos em que tudo era bem mais definido em letras, palavras e rimas que alegravam minhas horas com seus devidos segundos.
Acho que é um certo desabafo, que seja então.
Assinar:
Comentários (Atom)