quinta-feira, 14 de junho de 2012


Soneto da imputabilidade

Das vidas que nunca tive
dos personagens que já vivi
te tornaste a lembrança que mais agride
o caminho que pretendo seguir

Dos livros que já lera
e da música que já ouvi
não sentirá jamais o que vivera
com o meu amor dado a ti

Do coração que partira outrora
do único amor força motriz
agora é chegada tua hora
de nunca mais serdes feliz

Agora tuas lágrimas de desespero
inundam o peito de emoção
sabe-se lá egoísmo, medo da solidão?

Das vidas que nunca tive
das músicas que já ouvi
julgado, sentenciado culpado, jamais serei feliz.